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30 de mai. de 2016

Update

Sobre o bolo? Ele está doente. Nem posso reclamar. Tomei um tapa com luva de pelica quando soube, mas né... 

Sobre todo o resto dito, prevalece. Desaprendi. 

=/

28 de mai. de 2016

É... Precisamos conversar.

por que todo mundo tem direito de ser feliz e eu não? por que quando parece que as coisas estão perfeitas a vida dá um giro de 360º e tudo parece dar tão errado?

levei um senhor bolo na última quarta-feira, véspera de feriado. "Tenho uma reunião importante e não sei a que horas saio do trabalho".

eu saí do meu trabalho perto de 20h e nem sinal da criatura. mandei mensagem, e ainda nada de sinal dele. mandei mensagem na quinta, e hoje, e nada dele.

e eu não sei o que eu faço mais. tô sentindo uma falta desgraçada de colocar pingos nos is, e não sei como agir.

depois de tanto tempo sem ninguém, eu meio que perdi o tato. não sei mais como agir. não sei mais como ser parte de um casal. e só Deus sabe como é difícil eu admitir isso.

desapontada. sim, estou. não com ele, mas comigo. porque ok que ele não está agindo de um jeito bacana, mas por culpa toda minha, que tenho zero de tato para estar num relacionamento.

mesmo que não seja exatamente um relacionamento.

16 de mai. de 2016

hello

(it's me... ♪)

fim de expediente de segunda-feira e eu tô aqui me perguntando aonde eu estou com a minha cabeça. me entupi de trabalho hoje porque eu tinha uma penca de coisa atrasada pra entregar, e um dos meus deadlines para pagamento é depois de amanhã. 

como se eu fizesse milagres! [suspira]

(...)

mas não adianta! eu não consigo pensar em trabalho mais, e nem na quantidade de música trash que eu já ouvi hoje pra me distrair em meio aos números e mais números... nada tira da minha cabeça aquele show do Legião Urbana, aquelas músicas antigas tocando, nós abraçadinhos e cantando junto com uma multidão empolgada. (vou nem parar pra pensar nos beijos que são um acorde perfeito!)

tenho evitado ouvir qualquer coisa que me remeta a você. porque é complicada essa vida de não podermos nos ver o tempo inteiro, assistir um filme abraçadinhos no sofá enquanto tomamos sorvete de flocos e discutir sobre que filme assistiremos no netflix antes de dormir.

tenho evitado falar de coisas complicadas assim como você e eu. tenho evitado pensar que posso, como uma amiga me disse dia desses, estar apaixonada e não querendo admitir nem pra mim mesma. (sim, sou dessas. quem nunca?). 

mas ontem eu acordei. ontem eu me dei conta que não é sempre que eu tô 200% a fim de falar com você, mas estou 3500% a fim de te beijar, abraçar, fazer carinho e voltar àquele show do Legião Urbana, quando cada beijo me fazia sentir em casa.

(...)

enfim, né. final de expediente.
"beijo e tchau"


se nem eu entendo, por que vocês têm de entender?

4 de fev. de 2016

about him.

eu conheci o talibã (é... vamos chamar ele assim! rs) pelo tinder no finalzinho do ano passado. 22/11/15. em 24/11/15, rolou o nosso primeiro beijo. eu JAMAIS imaginei que um dia eu ia conhecer um cara no tinder, e ia me interessar a ponto de marcar de verdade um encontro dois dias depois. confesso a vocês que eu sou aquela mulher que enrola o cara do tinder até não poder mais, e que até fala umas merdas além da conta e por isso acaba ficando envergonhada e... enfim, resta vocês saberem que vários caras ficaram no limbo assim. mas com ele não. sei lá por quê, mas com ele eu quis que fosse diferente.

tivemos uns 2 ou 3 encontros, não rolou sexo ainda... mas eu sinto que ele é sério. é aquele cara pra namorar, sabe. o típico cara que não quer só me comer e tchau. enfim... além de sério, ele é um tantinho mais velho que eu (pouca coisa, mas é) e super nerd (amo nerds!). estamos e não estamos juntos. é mais pra não estamos do que qualquer outra coisa. (eu acho, pelo menos). às vezes - sério - eu acho que fizeram um trabalho muito foda na macumbeira mais foda da bahia pra eu não namorar ninguém... tá foda essa vida de 10 anos sem namorar ninguém, viu! putz! #valeriesincera

brigamos. sim, não rolou nem sexo ainda e já brigamos. e nenhum dos dois dá o braço a torcer. brigamos porque, no mesmo dia da reprovação na prova pra habilitação, eu tinha o aniversário de uma amiga muito querida minha num barzinho perto da casa dele. chamei ele pra ir comigo, desisti de ir, avisei a ele e ele só viu a mensagem horas depois, quando eu já estava indo embora. ele, é claro, ficou puto e eu, já bêbada (caralho, fiquei muito ruim aquele dia!), falei um rio de merda, e terminei com a cereja do bolo: conversamos (se vc quiser) quando eu estiver melhor. isso foi numa sexta-feira. passou o sábado, o domingo, a segunda, a quinta, a sexta... e, no sábado de manhã eu não aguentei, chamei ele no whatsapp e disse que já tinha me desculpado, e que por mim eu não falaria nada, mas que era um absurdo como as coisas aconteciam na minha vida... porque eu sempre deixo correr, as pessoas cansam e eu perdia a oportunidade de conhecer melhor um cara como ele.

floreei, é claro, mas não deixa de ser verdade. é... acho que tô gostandinho dele. enfim... hoje (pra ser mais precisa, há 1 hora atrás), ele me chamou no whatsapp. confesso que sorri de orelha a orelha quando vi que era ele me chamando. "passei só pra dizer oi", ele disse. - achei o oi mais fofo da vida! mas enfim... foco, valerie. foco. carnaval tá vindo aí! haha #aloka

e aí ele falou, falou, disse que o amigo toca hoje em 2 blocos no flamengo e em momento algum me chamou pra ir. mas já é um começo, né? eu acho.
ainda não sei o que vai rolar, mas agora tô aqui ouvindo Tiago Iorc, que eu descobri ontem (sério, ontem. não sei por que raios eu não conhecia ainda! tô apaixonada pelo tiago!), sorrindo feito uma panaca... antes de começar a pensar em mala, depilação, carnaval... enfim.

foda-se o resto! ele ainda quer contato comigo.
feliz. sim, estou!

obrigada, 2016!

=)

3 de fev. de 2016

por que, ó Senhor?

uma coisa que eu não vou nunca entender o porquê: gente que gosta de dar susto nos outros. tô eu feito uma louca procurando uma pasta que tem documentos importantes, tipo meu RENACH (sim, ainda tô no processo de habilitação. me julguem - entendedores entenderão), há exatas duas semanas, e ontem quase surtei em casa porque precisava de um documento com foto pra retirar minha passagem pro carnaval na rodoviária - porque eu tenho certeza de que a minha carteira de identidade original está lá, e nada da pasta. na-da. o treco sumiu dentro de casa.

eis que, hoje à tarde, quando eu já estava possuída pelo ritmo ragatanga, com diego dentro de mim, com magia e pura alma, já chegando com a dança, minha mãe me chama no whatsapp:

- minha filha, ligaram aqui pra casa. uma senhora lá de itaboraí. disse que está precisando de uma grana pro carnaval e te cobra R$250 pra te devolver a pasta e o documento.
- hum...

respirei fundo porque, ao mesmo tempo que sabia que a tal pasta tinha sido encontrada, uma colega de trabalho precisava de mim pra uma coisa séria... caso de doença mesmo. eu sabia que era zoeira da minha mãe e questionei, mas, ainda assim, resolvi que ia pesquisar e depois ligava pra ela com o veredicto.

- mãe, fui no site do Detran e descobri que é só eu pedir a 2ª via. não vou pagar nada. fala pra essa mulher que com pobre não se mexe!
- mas minha filha! tem certeza? posso mandar ela jogar teu RENACH fora?
- (...) mãe, você fez isso, né? você achou e agora tá tentando me assustar porque sabe que o documento é importante pra mim, que preciso marcar logo essa porcaria dessa prova...isso não se faz! eu sei que isso é bem típico de vocês, só pra me ensinar a lição de que não devo deixar minhas coisas soltas pela casa nem mesmo em um dia de surto, quando eu estava na merda por causa da prova que reprovei pela 30ª vez (beijo, hipérbole!)
- (gargalhadas. dela e da minha irmã que, claro, compactuou com tudo) aí, ela tá dizendo que sabia que a gente... tá colocando teu nome junto, porque sabe que vc compactuou
- eu sabia! isso não se faz. principalmente num dia como o de hoje. uma colega de trabalho acabou de descobrir que a filha tem um problema sério no coração, eu estava consolando e vocês me ligam fazendo isso... na boa...
- minha filha, desculpa, não brinco mais. eu não sabia.

extremo da minha parte? sim, foi.
necessário da parte delas? lógico que não.

sério. vou demorar e não vou entender esse tipo de brincadeira.

**

no mais, tudo como dantes no castelo de abrantes. 
quem resolveu dar sinal de vida foi meu ciclo menstrual. e resolveu dar sinal de vida depois de quase 8 meses de stand by quando eu estou nos preparativos para o carnaval com piscina, cervejas e petiscos à vontade? é pra foder com meu bom humor, né? só pode!

e, tipo, tudo ao mesmo tempo agora.
go figure!

2 de fev. de 2016

essa hora da manhã e só tenho preguiça.

também pudera! ontem eu consegui o feito de fazer 5h de viagem do trabalho pra casa. morar no HELL de Janeiro é foda, cara! trabalho perto da Prefeitura, e a vontade que dá é esperar um dia que ~ uncle du ~ resolva aparecer e jogar uma bomba lá dentro.

só avisando pra amiga que trabalha lá sair correndo, é claro. =D

obras na av. brasil, acidente na av. brasil, 4 ônibus da linha que eu pego todo dia pra vir pro trabalho quebrados no meio do caminho... acho tão desrespeitoso com as pessoas que levantam como eu antes das 6h da manhã (às vezes até antes das 5h!) pra sair de far far away e trabalhar na civilização, mas tanto... que me dá vontade de jogar tudo pro alto e vender pulseira de miçanga na praia. #soudehumanas

ontem foram 2 horas de espera de ônibus e eu tendo que esperar porque já estava tarde demais pra voltar todo o Centro só pra entrar num ônibus. trem? já estava tarde. metrô? pra mim, desde que acabaram com as vans, não existe mais possibilidade.

enfim... pobre tem mais que se foder mesmo! #fail

21 de set. de 2013

sentiram saudades? eu senti!

então que eu vim aqui pra dar um oi, dizer que estou viva, que já me mudei tem 1 ano e 5 meses e que meu aniversario de 27 está perto. esse blog me parece muito antigo e muito atual ao mesmo tempo. e eu adoro isso.
quanto àquele que ganhou meu coração, ele ganhou e ele devolveu. acabou com a minha sanidade, e com a minha vontade de me comprometer.
a terapia anda de vento em popa. ;)
esse blog fez parte de um momento muito bom da minha vida, e foi meu porto seguro em uma das minhas maiores decepções da vida.

por que raios a gente some quando está aparentemente tudo bem?
pra mim, está. emocionalmente, pelo menos.

ah... sei lá. deu saudade daqui e resolvi vir dar um oi.

beijos e até breve (espero).

15 de dez. de 2012

homens... tão previsíveis!

porque não basta eu me achar bonita, ser sexualmente ativa Ui!, ser independente... os homens simplesmente fogem. e é foda. demais. hoje, por exemplo, um cara que eu peguei há anos, primo de uma amiga minha, me chamou no chat do Facebook:

- e aí, qual a boa?
- cara, me diz aí... o que você me sugere?
- quadra do salgueiro.
- seria lindo mesmo, se eu estivesse na tijuca. estou na casa da minha mãe.
- e por que você não me disse antes que estava por perto?
- por quê? se eu dissesse alguma coisa você ia planejar alguma programação pra gente?
- uma noite na praia, talvez, ou alguma coisa de que você goste...
- hum... eu estou aqui perto de você. o que vc me diz?

[fulaninho está off]

porque não basta fingir que vai me comer enlouquecidamente quando eu preciso do fundo do meu coração de uma noite de sexo bem feito, o cara tem que ... TEM DE, aliás... de ser um idiota e, no termo mais idiota que eu conheço, 'peidar' quando eu dou a entender 'quero que você me coma'.

FRACO. Certeza de que ele não dá conta de mim. #prontofalei.

18 de jun. de 2012

eu não sei vocês...

hoje o clima é esse aqui

... mas, de um mês pra cá eu não consigo mais tirar o sorriso do rosto. e, sim, tem uma pessoa responsável por esse sorriso. é um moço muito bacana, que eu fico muito feliz de conhecer pela pessoa que ele é, independente do que está rolando entre nós.

mas, né, nem vou divulgar muito. preciso apenas dizer que estou encantada, e que ele é o responsável pela minha felicidade nos últimos tempos. que graças a ele eu tenho sms durante o dia todo, ligações "só pra ouvir minha voz", carinho, atenção, um beijo delicioso e um cheiro de homem que fica em mim.

graças a ele eu voltei a sorrir depois de um período de erros e acertos esporádicos. graças a ele eu voltei a sorrir. pela primeira vez na minha vida entendi que o legal mesmo é ficar com o bonzinho, que o cafa não está com nada.

se bem que ele é cafa quando tem que ser. e, né, tirei a sorte grande por isso. sim, ladies and gents, voltei a cogitar a hipótese de me comprometer.

aguardem as cenas dos próximos capítulos.


25 de mar. de 2012

sábado à noite,

e eu tô na lapa no ap das minhas roommates. super maneiro aqui. duas meninas de 20 e poucos dividem um conjugado super bem localizado em plena lapa. tem td e mais um pouco perto daqui... td de bom!
já tô aqui me inteirando de tudo. comemos, rimos, e neste momento estamos assistindo vicky cristina barcelona na tv.

quando saí de casa, nem chorei nem nada. e eu pensei que choraria um rio inteiro. dei um passo grande na minha vida hj, e me orgulho disso. tô feliz, e sei que vocês que gostam de mim também ficam. obrigada por isso. obrigada por todo o apoio que vocês sempre me deram.

já me vi me inteirando das coisas... lavando louça, arrumando o espaço pra poder dormir, deitar no colchonete e rir das piadas internas no facebook.

sim, já temos piadas internas, e "acabamos de nos conhecer".

acho que vai ser muito bacana dividir ap com essas duas, e que vou ter muita história engraçada pra contar.
porque o que eu já ri hj...rs

ah! e, olha só nosso mascotinho, que coisa gostosa!!

Mingau

8 de mar. de 2012

essa minha vida nada mole vida...

.. é, tipo assim, muito foda. tô eu num dia frenético de trabalho como hoje e meu radio apita: "Johnny".
ele é só o cara mais gato que peguei nos últimos tempos (beijo, beijo, sou gostosa, rá! haha).

entonces, segue o diálogo entre um 'pipi' e outro.
(super queria que a nextel me patrocinasse, mas, né! ¬¬)

*quem é?
(aprendam, meninas: perguntem sempre quem é, mesmo que o nome do cara apareça pra vc.)
*johnny... será que você já se esqueceu de mim?! porque eu não me esqueci de você...
(sou inesquecível, beijos!)
*ahhhh, johnny! claro que lembro! nossa! vc ligou mesmo, né!
(ai, como eu tô bandida!)
* você não...
(ficouputinhopontocom)
*meu filho, aprende uma coisa: mulher nunca liga. mas, digaê. q q manda?
(beijo, beijo!)
*quero te ver. vai fazer o quê hoje?
(hum... te pegar? baby, tô fazendo só um cuzinho doce, porque é digno. beijo, me liga!)

o diálogo que segue é cheio de coisa legal, dele dizendo que quer me ver hoje ainda, e que queria que fosse em um ambiente diferente de night, porque ele quer me conhecer de verdade. óbvio que eu vou, óbvio que vai ser fofo, óbvio que vou fugir do trabalho às seis pra chegar em casa cedo, me arrumar e me ajeitar linda, e óbvio que eu tô fudida, porque não tomei anticoncepcional.

mas como eu acabei de conhecê-lo, tô no lucro e é bom que ele volta.



Ai, como eu tô bandidaaaa!!
(Imagem: Google|)


*para fazer inscrição para a 'escola valerie de como pegar geral', clica aqui*

5 de mar. de 2012

Hã? Oi? Como assim, Bial?

No dia que encontrei essa amiga pra quem eu disse que cederia o nome Valerie, estávamos na comemoração do aniversario da minha irmã de 28 anos, numa boate bem peculiar do Centro do Rio de Janeiro. Eu não sou chegada em night trash, mesmo que curta ir de vez em quando, só pra rir da cara das pessoas e da minha propria por estar ali. Mas, minha irmã curte, né. E, quando se trata de aniversarios, a aniversariante escolhe.
E lá fomos nós.
Pra minha (grata) surpresa, foi uma das minhas melhores nights em 2012 (e olha que ainda estamos em março!). Tirando a deste último fds que foi a mais épica de todas. (Saint Patrick me abençoe, amém!) Enfim... Voltando à comemoração do aniversario da minha irmã,... Ela tem amigos. Amigos homens. E homens muito interessantes, por sinal. Mas, né, tem esse em especial. 30 e poucos, sorriso lindo, simpatia em pessoa, bom de papo... Eu conversaria com ele por horas a fio!!
E agora eu ainda descobri que mora sozinho e ama cozinhar e ir a barzinhos com os amigos pra assistir futebolzinho. Tudo muito lindo, né! Me ganhou arroba s2 coraçãozinho do restart! :P
Como descobri? Ele fez questão de me dizer em conversas soltas no chat do Facebook. Tipo de eu chegar do trabalho, tomar banho, colocar baby doll pra ir dormir, e surgir a janelinha:
- Chegou cedo hoje, hein! Tô terminando de fazer o jantar.
- Legal que você sabe cozinhar! Tá fazendo o quê?!
- Massa.


Me ganhou quando falou que cozinhava. Me teve por completo depois que disse que sabe um monte de prato gostoso. E, né. Ainda tem o plus: sim, o cara é um ga-to!

O caso é que eu nunca na vida pensei em pegar amigo da minha irmã. Que dirá amigo da minha irmã com mais de 30. E com filha (lindinha, por sinal). E que quer casar de novo! Gente, não quero filhos. Como eu vou colar com um cara que quer casar?! Nada a ver. E aí é que tá... Super nada a ver. Só que... O cara é lindo de morrer, daquele tipo "muita areia pro meu caminhãozinho", sabe? E, adivinha, me chamou ontem pra tomar um chopp com ele. Eu até pensei estar enganada, porque, né, muita areia tipo Saara com 90ºC, mas... Ok.

- Você vai se mudar pra onde?
- Tijuca.
- MUITO LEGAL! Mais perto de mim.


Hã?

Todos os amigos da minha irmã sempre me consideraram uma criança retardada, e esse, de 30 e poucos, me vê como mulher e me chama pra sair?! Sério, tô pasma até agora. E, como vocês, meninas que me lêem (e, anônimo, beijo pra você... saudade!) são pessoas bem mais experientes do que eu, me digam: entro nessa ou não?


Porque, né, chopp na Lapa eu quero e muito querido, sempre. *rs
Só que, por ele, eu ia com ele pro Baixo Méier pra ver jogo de futebol numa quarta-feira, que é maneiro, e depois voltava pra casa tranquilo, que era só uns 40min.

Hã?
Em algum momento ele mencionou 'eu sou o lobo mau - au au, eu sou o lobo mau - au au, eu sou o lobo mau - au au, eu sou o lobo mau - au au (...) vou te comer, vou te comer, vou te comer, vou te comer" (obrigada pela música, Ivete! haha)?
Tá subentendido, né? DIZ QUE SIM, DIZ!! hahahahahaha#aloka
Porque, sim: Quero que ele me coma. Mas, não: Não quero me casar e ter filhos.
E, sim, ele é amigo da minha irmã e vai ser foda ter minha vida exposta assim.

O cara é fã da minha irmã, desabafa e coisa e tal. E agora resolve me chamar pra sair. Se ele nem tentar me beijar eu vou me sentir "a maior baranga da cidade". Não sei o que eu faço, mas sei que essa semana ainda apareço na Lapa. Se alguém me vir por lá com um gato de parar o trânsito, não se assustem. Sou só eu reforçando meu 100% de aproveitamento de bocas beijadas em 2012.

HUAHAUHAUHAUHAUHA -- Risada pirigueticamente maléfica!

6 de fev. de 2012

desculpa o sumiço

... é que eu tô muito ocupada sendo feliz enquanto vocês ficam aqui reclamando das vidas de vocês nos blogs. hahaha -- kiddin' =P

ano novo foi maravilhoso! em familia, bebendo todas, depois com as amigas, bebendo todas... abri 2012 com uma garrafa enorme de champanhe na mão, bebendo do gargalo mesmo, porque eu era a única que curtia champanhe ali.

janeiro foi um mês de cheia. depois de terminar de assistir house (finalmente) e embarcar na apaixonante how i met your mother, resolvi sair de casa. resolvi que 2012 vai ser o ano do foda-se, o ano da putaria.

rompi o ano de calcinha vermelha, vestido nude e sapato e cinto vermelhos. e cabelos cortados e pintados também de vermelho, é claro. lindinha que eu fiquei, modéstia a parte. rompi o ano pedindo paz, sabedoria, romance, sexo³, gargalhadas, uma pessoa interessante do meu lado quando fosse a hora, felicidade, férias, um carnaval inesquecível³, união em familia³ e diversão³, sempre.

rompi o ano fazendo uma oração e agradecendo por tudo de bom (e até de ruim) que vivi em 2011. rompi o ano agradecendo por alegrias, beijos, decepções, amigos, familia, amassos, pelos porres que tomei, por tudo o que sou e que fui, e por ainda estar aqui, curtindo essa vida maravilhosa que Deus me deu.

entrei em janeiro decidida a curtir mais a night, e dividir meu tempo com amigos que não vejo há tempos, e de quem eu gosto de estar sempre por perto. entrei em janeiro curtindo uma night com as amigas num lugar completamente novo pra mim, e foi ótimo!

ainda em janeiro, conheci um cara interessante, que não passou de mais um caso da minha vida de 'one night stand', mas que fez com que eu me divertisse pelo menos um pouco, e que me lembrou que beijo na boca é coisa maravilhosa, e que em 2012 eu não quero mesmo ficar sem por muito tempo. porque, né, não esquentava (até o ano passado, claro) de não beijar ninguém.

agora, foda-se. tô de foda-se ligado. :)

há algumas semanas atrás eu conheci aquele que deveria ser o homem da minha vida ou algo parecido com isso, e me estrepei. simplesmente não senti vontade de dar pra ele, tampouco beijá-lo. ele me beijou. eu sumi da vida dele. minha primeira atitude de cafa em anos. saudades³ desse meu lado que andava adormecido!

e agora? estou... estou. não estou namorando, mas conheci um cara muito bacana e, ah, pra esse sim, se tudo correr bem, eu dou o quanto antes!! que vale a pena conhecer melhor. conheci numa noite ótima, engraçadíssima, e que renderia trocentos posts. e renderia até eu entregar o nome Valerie a uma amiga minha, porque aquela ali merece... e porque o anônimo ia adorá-la.

sobre ela eu conto depois...rs

mas, prefiro não comentar nada por hora sobre meu babyzinho. porque, como diz uma amiga minha, só considerarei sério, mesmo que na sacanagem como é com a gente, depois de 3 semanas. e, como estamos na segunda semana e morrendo de fofuras um pelo outro, prefiro as boas vibrações de vocês, apenas.

por enquanto. porque, se depender de nós dois, compromisso não rola. mas, carinho, respeito, muitos beijos naquela boca deliciosa³³, e ...

o resto há de se cumprir.

26 de dez. de 2011

The day after Christmas...

postando um e-mail pra duas amiguinhas queridas só pra vocês rirem da minha desgraça...rs
(relaxem... até eu já tô rindo ao reler!)


gente, parece que tomei mil socos na boca. visualizem as "senas" (#sashafeelings)!

04:00am: meu dente começa a doer. > "tá de saca, né dente? me deixa dormir, caralho!" > me certifico de que a quinta temporada de house está baixando no uTorrent > acordo! > banho > remedio pra dor

05:00am: ep de TBBT na warner > papo cabeça com mamis > me arrumo e saio de casa > pego a van pro metrô >

07:10am: no meio do caminho me dou conta que só tenho o dinheiro da van, e que esqueci a carteira em casa > desce em ponto de favela "tranquila" > mamis vai ao ponto de ônibus de carro me levar a carteira e fala um monte no meu ouvido ~abafa!~ > leio o twitter pra passar o tempo

08:00am: chego ao metrô > espero o próximo porque esse não tem lugar pra sentar (levem em consideração que eu fui pra estação terminal pra vir sentada! rs) > pego o seguinte > entro > a porta fecha > me dou conta que não tem lugar pra sentar

~ Fuuuuuuuuuu!! ~
09:10am: chego no trabalho e vou direto dar bom dia pra chefe > meu dente começa a doer de novo, mesmo depois do remédio tomado > peço permissão à chefe pra ir à emergência > compro lanchinhos pra reunião e levo o blackberry da chefe pra 'assistência técnica', vulgo TI > corro direto pra sala de reunião com o lanchinho e vou correndo pegar o táxi

10:10am: chego na clínica e todas as pessoas que estão ali sofrem de alguma dor e estão ali para consulta de emergência > descubro que o atendimento é por ordem de chegada

~ Fuuuuuuuuuuu!! ~

11:10am: sou atendida (finalmente!) > a dentista me dá quatro injeções anestésicas e não surte o efeito desejado > preciso tomar mais duas, direto no dente que dói (detalhe importantíssimo: era meu siso que doía!)

~ Fuuuuuuuuuuuu! ~
(dores, dores, dores, dores... mais dores)

12:50pm: saio de lá com receita de antibiótico, analgésico sub-lingual e a certeza de que não poderei beber na virada do ano.

~ FUUUUUUUUUUUUUUUUUUUUUUUUUUUUU!!! ~
13:00pm: chego no trabalho. o gatinho do andar de cima me pede pra preparar uma viagem pra AMANHÃ > Quase infarto.

15:30pm: a passagem é emitida enquanto eu falo do meu dia num e-mail pra duas maluquinhas queridas! <3

já posso ir embora? quero trabalhar não!! hahaha"





Troll face mandou beijos.

16 de dez. de 2011

desabafo: familia e amizade.

falar pra vocês que eu ando na fase mais familia da minha vida. talvez seja pelo fato de estar me mudando (se tudo correr bem) em janeiro, mas de uns tempos pra cá eu me vejo ainda mais próxima da minha mãe, por exemplo. e eu tô feliz demais por isso! sim, porque, com todos os defeitos dela (sim, todos temos), eu me dei conta de uma vez por todas de que ela é a única pessoa no mundo inteiro com quem eu posso contar nos melhores e nos piores momentos.

na verdade, eu sempre soube. mas, de umas semanas pra cá eu tenho conseguido falar abertamente, sem travas. do que eu sinto, de quem eu sou, do que eu preciso e de tudo, simplesmente. ela é meu porto seguro. ela é aquela com quem eu chorei após ter me sentido humilhada (sim, essa é a palavra) em público outro dia. ela é aquela que tem sorrido junto comigo pelas besteiras que eu digo ou penso, é aquela pra quem eu digo exatamente tu-do que eu sinto.

olha, minha mãe sempre foi essa pessoa. mas, com uma série de problemas em familia que tivemos, eu acho que travei e me calei por alguns anos. acho que antes de tudo acontecer eu só tenho a lembrança de contar toda envergonhada pra ela do meu primeiro beijo. e, olha, já se passaram bem uns doze anos de lá pra cá...

decepções na vida todo mundo tem. coisas ruins acontecem na vida da gente... se afastar de pessoas queridas, sofrer por isso, entender, não entender, julgar, ser julgado, não admitir tudo o que foi escondido em meses ou anos quando na verdade tudo deveria ser dito e trabalhado para melhorar... agora, o que pouca gente que eu conheço tem é um relacionamento como esse que eu tenho com a minha mãe. pensa numa pessoa com quem você tem certeza de que pode contar. a minha mãe é essa pessoa. e ela é legal com os meus amigos, namorados, conhecidos, com a familia... e é exatamente como eu em temperamento: se doa às amizades e se fode. mas não se doa porque você quer se fazer presente, amiga não. é porque a gente se afiniza com as pessoas, tem carinho, amor (sim, "ame ao próximo como a si mesmo" diz tudo pra mim e por isso, sim, eu amo os meus amigos mais próximos) pelo outro. e muitas vezes isso não é compreendido, e acabamos sendo "over". minha mãe já sofreu com isso, eu também. terapia tá aí pra me ajudar. e, graças, consegui convencê-la, após contar que eu faço terapia, de que é uma boa sim. uma ótima, na verdade.

nem sempre ser carinhosa é uma boa coisa. nem sempre as pessoas enxergam que aquele carinho ou amor seja de verdade. sempre (sem-pre!) sou e fui julgada por ser assim: por me preocupar (talvez em demasia, mas é meu e eu nunca tenho intenção de ser invasiva... me preocupo mesmo), por querer o bem, por torcer... e, num caso recente, a minha terapeuta concorda comigo que raiva represada é a pior coisa do mundo. a pessoa não se permite falar como se sente, vai se emputecendo e depois não dá conta. normal.

o problema maior é que a gente muitas das vezes não enxerga os próprios erros. muitas vezes, a gente não se dá conta do quanto que humilhou, feriu, denegriu a imagem do outro na base da zoação, mas que no fundo magoou. e, sim, foi perdoado quase que instantaneamente, porque a amizade era o que mais importava naquele momento, porque o gostar era (é) de verdade. muitas vezes, a gente não se dá conta de quando uma pessoa conserta o que disse anteriormente foi por perceber que a outra entendeu completamente errado o que foi dito. (e óbvio, isso não faz de mim uma pessoa manipuladora). outras vezes, tudo o que foi feito é reconhecido e existe gratidão por tudo, mas infelizmente nem todo mundo é igual.

sou taxada de velha há alguns anos por pessoas da familia, amigos, ex namorados... entendo. todo mundo tem seu lado de velho. talvez pela personalidade, talvez pelos gostos, talvez por ser realmente um velho por dentro. mas, isso não quer dizer que eu não tenha 25 e não esteja aprendendo a viver. eu sorrio sempre, mas por fora, só quem me conhece (e talvez vocês, que me lêem) sabe que eu tive a maior decepção da minha vida dentro de casa mesmo. e isso me fez crescer. mas, isso também não quer dizer que eu tenha de ser essa velha sempre. e muito menos que eu já saiba de tudo da vida, e que tenha vivido o suficiente pra tomar todas as porradas da vida.

shit happen.

minha mãe diz que eu me dôo demais, que sou igual a ela... e depois acabo assim, decepcionada. não pelo que vinha acontecendo, e que eu sei que emputeceu. mas, pelo fato de ter me sentido humilhada. e, olha, isso é um sentimento que não desejo pra ninguém. principalmente se a humilhação vem por parte de alguém que você goste muito. mas, tudo bem... a vida ensina. e, eu posso apanhar pra aprender, mas eu aprendo. e, não, não sou indiferente, nem nunca fui. só que as pessoas têm entendimentos diferentes da vida. e, às vezes, infelizmente, mesmo que a maioria entenda e processe aquilo super rápido, demora para eu processar determinadas coisas.

eu queria ter dito tudo isso pessoalmente. mas, não. não consigo. sempre fui mil vezes melhor com palavras. não adianta eu chegar falando "quero falar" que não vai dar certo. nunca deu. sempre tentei, mas nunca deu. sempre vi um dedo apontando meus defeitos e em algumas vezes falando dos próprios. e não "aqueles de sempre", esbravejados a meio mundo. raramente me senti à vontade para falar o que sentia em relação a isso tudo, em relação à postura alheia comigo. e, como não deveria deixar de ser, me fodi.

mas, olha, tudo bem. a vida me ensina e vai te ensinar também. porque ser descrente do ser humano só pelo seu próprio sofrimento não é a melhor das defesas. se fazer de forte pro mundo lá fora quando no próprio mundo se é como eu ou qualquer outra pessoa também não. há de se ter coragem pra enxergar além do que se pode (tá bom que eu sou a única que não enxerga... vai vendo!) e trabalhar para melhorar dentro de si. porque ninguém vive feliz só se defendendo do que magoa.

há de se tentar perdoar, enxergar a si mesmo, autoanalisar o que as pessoas mais próximas podem achar errado. há de ser mais relaxado e deixar de ser tão escrachado em determinadas situações, há de se olhar mais e ver que as pessoas não enxergam apenas os meus defeitos e ver como se brinca ou deixa de brincar com alguém. magoa, viu? muito.

e, mesmo que eu tenha sorrido por muitas vezes, eu vi a minha imagem de pegadora sendo esculpida, fiquei puta, mas larguei de mão. não que eu não seja (assumo!), mas as pessoas não precisam saber de tudo. sem contar que eu não sou obrigada a dar o que é meu só porque é "legal". e, isso também não precisa ser dito na frente de uma pessoa em quem não confio, e que ainda vai surpreender. (sic -- #interna)

eu nunca falei, né? pois é. e não é só isso. foi só um exemplo. já vi vários posts me criticando e nunca retruquei. o porquê eu não sei, mas sei que eu precisava falar. pessoalmente, definitivamente, não dá. não sei. não posso. não consigo. e, finalmente, não quero. porque, quando um lado fala  em demasia, o outro acaba se calando em demasia. e, olha, me sinto com dez anos a cada indireta recebida via internet. acho ridículo e me calo. sou tão mais que isso... acho tão pequeno. mas, eu precisava dizer. quando a direta chega ao nível blog e você é exposto de tal forma (como em tantas outras vezes, quando deveria ter sido conversado) mais uma vez, você responde à altura da mesma maneira: no blog. não queria que meu blog servisse pra isso. mas, foda-se. a palhaçada começou assim... vamos terminar.

não sei como terminar o post. e, não precisa comentar, nem mandar e-mail, nem falar. a escolha foi feita, e não foi por mim. por mim, tudo seria conversado como duas pessoas adultas e civilizadas e tentaria resolver. aliás, por mim, eu falaria tudo isso e tentaria resolver. mas, ok. já que voltamos aos dez anos de idade, tô aqui dando meu troco, quando poderia estar bebendo, fumando ou relaxando. cansei. de humilhação (pública e virtualmente), de não ter 'permissão' de falar, e de ficar de #mimimi, ou rendendo homenagem.

what goes around, comes around. não te desejo a mesma humilhação. desejo (de coração) o bem de todos os 5. que sejam todos muito felizes na vida e continuem se amando desse jeito tão lindo de se ver. e, vou sentir uma falta do caralho de ser bem recebida, acolhida, de me sentir em familia quando muitas vezes não me sentia na minha própria familia. (é o que mais me dói, de coração) mas, a vida é assim mesmo. bola pra frente.

não queria nada disso, mas ok mais uma vez.

(...)

hoje, minha mãe é a pessoa que me dá mais apoio. e, graças a isso tudo, além de eu ter tomado mais uma porrada na vida e ter sofrido a segunda maior decepção da minha vida por conta da humilhação sofrida, eu cresci. mais que nunca. e, olha, vai ser difícil eu voltar ao normal. porque eu sou assim: demoro a pegar no tranco, mas, quando pego... fudeu. e, falar pra vocês, já não sou mais a mesma. de verdade.

agora chega. porque, né, chega de dar audiência.
isso é coisa do ibope, e não minha.



[no comments allowed porque não tô aqui pra bater palma pra maluco dançar às custas da minha vida. já errei assim uma vez e me arrependi]

11 de dez. de 2011

desabafo: blogs

ando cansada de blogs. desativei um que eu não escrevo há meses depois de ter feito uma cagada no layout. criei coragem e deletei. deletei posts, sorrisos, lágrimas, amores, amizades, bons momentos, momentos horríveis da minha vida... está tudo lá. às vezes faz bem.

não anunciei nada, não esperneei, não chorei... não doeu, simplesmente. deletei 6 anos da minha vida num piscar de olhos. todo e qualquer vestígio. e não... não sei o que me deu. minha terapeuta diz que eu tenho tomado atitudes muito maduras: procurar ajuda dela, resolver me mudar, resolver emagrecer...  tô numa fase diferente da minha vida, e acho que estou mudando pra uma melhor. em diversos sentidos também, eu diria.

eu lembro do tempo de que eu sentia uma coisa boa e abria o painel do blogger pra escrever tudo o que eu precisava pra me sentir melhor, ou apenas pra dividir tudo. hoje já não tenho mais essa necessidade. aqui, por enquanto, não vou deletar nada. este blog é o único nesses seis anos que me fez me sentir mais eu, eu venho quando eu quero, não há cobranças e ninguém julga cada vírgula que eu escrevo.

ou melhor, até julga. mas, se o faz, foda-se. o que eu estou cansada é do "ter de". ter de falar menos de mim porque as pessoas acham chato, ter de ser menos meiga só porque é ser melada demais e isso enjoa, ter de ser obrigada a ler nas entrelinhas tudo o que comentam, mesmo que às vezes eu tivesse que ligar pra alguém ou mandar e-mail pra entender o porquê disso ou daquilo. tô cansada de sentir que eu tenho um compromisso, quando o que eu sempre busquei aqui foi diversão.

tô cansada de ser criticada ou rotulada pelo meu estilo de escrita, quando eu nunca assumi um estilo próprio de escrita justamente porque escrever textos mais rebuscados, com palavras difíceis... isso não "compra" ninguém. não que eu não saiba escrever do jeito certo... não fiz letras à toa, só porque é legal. essa não sou eu. e, enfim... não sou obrigada a ser mais engraçada, falar mais palavrão (e eu falo pra caralho!), ou a ser menos eu só porque vocês que me lêem gostam.

enfim... por enquanto eu fico por aqui, escrevendo quando quiser. todo o resto foi deletado, gostem vocês ou não.

27 de nov. de 2011

me recuso a vir aqui escrever só pra dar satisfação da minha existência. não ando pegando ninguém nada... só problema financeiro de trabalho pra resolver. não ando saindo, não ando fazendo nada que seja 'nossaaa, como ela é divertida'. aliás, minha única diversão ultimamente tem sido observar as pessoas no trem, que eu decidi pegar pra ir trabalhar pra fugir daquela merda de engarrafamento.

enfim... não era disso que eu ia falar. na verdade, eu nem ia falar. mas sei que disse no post passado 'isso ainda rende o post'. como sei o que rende post, e tô com saco de ir lá ver o que é pra puxar o gancho pra cá, informo a quem ainda não sabia: vou me mudar.

sim. vou sair da casa dos meus pais.

sempre morei longe da civilização. isso, apesar de estar sempre nela, seja trabalhando, indo a médico, fazendo compras ou me divertindo. somei, então, isso à minha vontade de ir morar sozinha desde sempre, à coragem que ganhei pós terapia, pelo simples fato de ter criado coragem pra procurar ajuda médica... sei lá.

o caso é que está dando tudo certo. meus pais não foram contra, estão super me apoiando, estou me sentindo pronta de verdade pra sair de casa, todo mundo já sabe... tô feliz. e, na atual conjuntura, é isso que me importa.

mas que dói saber que tudo vai mudar depois que eu me mudar ainda é uma coisa que me incomoda, e que deve ser conversada com a tia da terapia. porque, ela pode me achar a maior das malucas, mas sei que ela me entende. ou isso, ou finge muito bem. rs

tô sentindo que ela acha que morar sozinha (ok, dividirei com outras duas meninas. qd eu digo sozinha, digo sem a familia) vai me fazer crescer, mas que tem um bichinho carpinteiro aqui que acha que ela pensa que ainda não é a hora. não tem mesmo. serio.

e, né, foda-se.

deixei claro pra ela: não me importa aonde, como ou com quem, importa é que preciso disso pra fazer a minha vida deslanchar. preciso disso pra me redescobrir. sim, porque eu me perdi há anos já, e acho que desde o ano passado que eu venho atinando pra isso.

eu costumava ser ainda mais responsável que sou hoje, não fumava, não bebia, não me emputecia com o que não deveria... eu andei numa fase de ter de sair todo final de semana, de ter de beber toda vez que saía, de precisar fumar e beber pra relaxar...

ok, fumar relaxa pra caralho. ok, beber é maravilhoso e te faz ter superpoderes. pelo menos pensar que tem. e, o melhor de tudo, beber demais me faz virar a maior das safadas. (homens, me embebedem. beijos) mas, como todo mundo diz por aí, isso não é vida.

acho que depois que eu me dei conta de que isso não era vida, eu fui me colocando um freio, fui enxergando coisas que eu não via, fui me emputecendo, fui me recolhendo. fui até mesmo parando de ser a drama queen do pedaço. não que eu quisesse ser assim. não era intencional. mas, sei lá. tudo andava me chateando demais, me deixando furiosa demais.

hoje? foda-se. foda-se se eu estou me sentindo sozinha às vésperas de me mudar, foda-se se eu estou me sentindo gorda (e estou trabalhando arduamente para mudar essa situação e deus sabe o quão difícil que essa dieta infernal tá sendo pra mim!), foda-se se eu não tenho companhia de amigos e isso me incomoda, foda-se. mesmo. tô prestes a realizar o sonho da minha vida, tô prestes a virar mais gente, tô prestes a aprender a viver por mim mesma, tô prestes a dar a cara a tapa para a sociedade, e pra mim mesma.

hoje eu me sinto chateada, sozinha, mas, sinceramente, feliz. feliz demais. porque só eu sei o quanto de dor de cabeça que eu já tive, o quão sozinha dentro de casa eu já me senti, e o quanto que isso mudou de um mês pra cá.

ganhei respeito da minha mãe, do meu pai. deixei de ser criança pra eles.
ponto pra eles por descobrirem isso em menos de 30 anos.
ponto pra mim por ter colhão pra tomar a decisão mais acertada da minha vida.

ponto pra roomie, que me ofereceu a vaga.
e pro facebook, que me proporcionou a oportunidade de ouro.

beijos, steve jobs! :P

14 de nov. de 2011

o preço que se paga...

se tem uma música que resume a minha véspera de feriado, esta é all by myself. não pelo significado, mas pela cena hilaria de Bridget Jones. daí, tirem que ela tem trinta e poucos e eu tenho, 25, tirem o vinho, já que eu fiquei só na coca-cola hoje. e, claro, adicionem televisão, pipoca, sorvete e filmes... e eu sozinha em casa.

lembrei muito dessa cena hoje:




sempre assisti essa cena e ri. afinal de contas, a mulher que nunca se identificou com a bridget jones que atire a primeira pedra. hoje, não. hoje me vejo em ritmo de despedida (isso rende outro post) e com aqueles que se dizem "amigos", se afastando de mim.

eu sempre soube que isso ia acontecer. eu sempre soube que ia acabar sozinha, se algum dia eu saísse de perto. hoje, enxergo isso. hoje, estou chateada. todo mundo viaja, sai, coloca mil fotos no facebook, fala mil coisas no twitter. e, porra, ninguém pergunta se eu estou viva, ou como foi o meu final de semana. tô me sentindo sozinha, e com a sensação de que quando eu for embora daqui, só a minha familia estará por perto.

dói... dói por tudo que eu já doei de mim, por todas as vezes que saí pra lugares de que não gosto contra a minha vontade, só por conta do prazer da companhia de pessoas que, agora eu vejo, se dizem felizes por mim, mas que eu tenho 80% de certeza de que vai ser só eu virar as costas para sumirem da minha vida, não me dando nem um mísero telefonema.

daqui 6 meses vocês me lembram de ver esse post, e fazer uma retrospectiva?
posso estar muito errada, mas é o que eu acredito que vai acontecer mesmo.

e dói. dói, porque existe carinho da minha parte, e é completamente sincero.

mas, até quando o carinho das pessoas é tão sincero quanto o seu? olhem ao redor de vocês e tentem enxergar quem realmente torce pela sua felicidade. experimenta dizer, por exemplo, que vai fazer uma viagem de 6 meses no exterior, pra ver quantos querem ir às "pré-despedidas" com você, te ligar ou simplesmente perguntar aonde você vai, como fará pra se comunicar contigo e quanto tempo isso vai durar. isso, claro, sem o interesse de poder ir te visitar de vez em quando, porque o lugar aonde você vai morar é... "legal".

quantos dos seus amigos fariam isso despretensiosamente?

olhem em volta, serio.

quem é falso?
quem é sincero?
quem coloca você contra as outras pessoas?

em 15 dias eu nunca enxerguei melhor quem são meus amigos de verdade. ou, quem deixa de ser.
isso, claro, até eu me decepcionar com todos e ver que vou (enfim) acabar sozinha.

tô feliz demais, mas está complicado. tô me sentindo sozinha. mais ainda, depois da última ida ao shopping com a amiga de infância, a mesma por quem eu já chorei tantas outras vezes. sinto que vamos perder a amizade que temos, de uma forma ou de outra.

tá doendo, dói... e eu não vou ver retorno deste tipo de emoção tão cedo.
dizer "vai ficar tudo bem" não adianta, viu! nem vocês dizerem, nem ela.
eu não acredito, simplesmente.

me sinto sozinha.
e, mais que tudo, sinto que a minha melhor amiga já não é mais tão amiga assim.


...é o preço que se paga por querer mais, por querer liberdade e felicidade.
e, de coração, não desejo essa sensação pra ninguém.

13 de nov. de 2011

"O prazer faz parte da existência e eu mereço vivê-lo!" ¬¬'

"Nesta fase, seu magnetismo sexual fica mais forte, você terá mais presença, mais luz! Que tal aproveitar pra dar aquele trato no visual, dar um tempo pros pudores e se exibir um pouquinho? Todo mundo tem seu momento de estrela! Esta é uma ótima fase para você se colocar, se expor. Você provavelmente estará se apresentando de uma maneira agradável e envolvente, os outros estarão sentindo empatia em relação a você. Reflexão para o período: o prazer faz parte da existência e eu mereço vivê-lo!"




Ok, né! Mas... Já pintei cabelo, fiz unhas, me maquiei e, adivinha o que eu fiz no ontem à noite? Comi um Big Mac. Então, Personare querido do meu coração, eu já sei que preciso de uma boa foda. 

Não precisa ficar me lembrando, caralho!




(...)
´porque, afinal de contas, você sabe que precisa de sexo quando em um feriado prolongado você sente que todo mundo sumiu. uns namoram, outros comemoram, outros viajam e outros, como eu, se sentem sozinhos, se magoando por coisa que nem deveria ser motivo pra mágoa, e seu final de semana prolongado se transformando numa bela piece of shitferiado de merda esse, viu! te contar um negócio!


acabei de ganhar um aparelho de DVD pro meu quarto da minha mãe. bacana, lindo, tudo de bom, com entrada USB, barato... eu deveria estar mais feliz que nunca, não fosse ele a minha única companhia neste feriado prolongado.


às vezes eu me basto, mas hoje, não.
alguém me socorre, please?


beijo, ray!


façam esse favor a vcs: assistam hung. tá pra nascer personagem mais sexy!

4 de nov. de 2011

A minha primeira vez... (parte 1)

entrei por acaso num prédio comercial procurando por uma segunda opinião sobre usar ou não aparelhos nos dentes. aí, no quarto andar daquele prédio de, se não me falha a memoria, 15 andares, deparo com um "doutora silvia - psicologia clínica".

não tinha ninguém quando eu cheguei. toquei a campainha uma, duas... meu celular tocou. o banco me enchendo a porra do saco por conta de uma porra de conta já paga (normal. todo mês isso me emputece!). voltei. quando eu volto para a frente da mesma porta, uma senhora simpática. cega. fico meio sem jeito, mas ela sente a minha presença e puxa assunto. não me disse nada sobre a vida dela, nem sobre o fato de ser completamente cega, mas me lembro de sentir um negócio dentro de mim me pedindo pra esperar por aquela médica.

porra, a mulher era cega e estava super bem ali, falando ao celular (sim, cegos têm telefone celular, e isso rende outro post, porque a desenvoltura da mulher me deixou encantada!) pra saber se a doutora tinha esquecido do horario delas. daí a doutora diz que estava chegando e, quando a menina me disse isso, roí todas as unhas que tinha parado de roer, depois de acabar com as que tinham quebrado naquele mesmo dia. acho que antes disso eu só tinha ficado tão nervosa na prova de habilitação na qual não passei, exatamente por causa deste motivo.

(e não me perguntem mais da carteira de habilitação, porque eu me emputeci e não faço ideia de quando retomarei o processo!)

quando a doutora chegou, exatos cinco minutos depois, eu já tinha acabado com todas as minhas unhas, e, se tivesse em mãos, teria devorado uma barra de chocolate facilmente. (...) eu sei que não deveria ter ficado tão nervosa, eu sei que não tem a menor necessidade disso (hoje, com a segunda sessão já marcada, eu sei!), mas foi inevitável. era a primeira vez que eu ia expor a minha vida para uma mulher completamente estranha.

quando ela chegou, trocamos apenas pouquíssimas palavras, mas eu senti uma paz tão grande dentro de mim que combinei a entrevista. mas, sobre ela, vocês lêem no próximo post...